domingo, 8 de setembro de 2019

ATITUDES E SETEMBRO AMARELO

FIM DE DOMINGÃO DE SETEMBRO AMARELO! 

EM 90% DE NOSSA VIDA PROFISSIONAL ESTAMOS VIVENDO NA ATITUDE (ações, comportamentos de realização). Ou seja, estamos atuando em relação a 10% de coisas que realmente aconteceram. Qual a relação disso com o tema do Setembro Amarelo? Vamos lá.
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Você é daquelas pessoas que se apega a situação, se envolve e se consome nela? Ou é do tipo que faz que não viu para não se desgastar? 
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A resposta ideal é “nem uma coisa nem outra” mas em qualquer uma das duas está funcionando de forma distorcida, o que gera desconforto para seu sistema, reduzindo a qualidade de suas atitudes e abrindo brecha para estados ansiosos e frustrantes que em médio tempo podem culminar inclusive em  depressão. 
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Se por um lado, você está presente no que acontece agora isto é bem saudável. Se de outro lado, está tão focado que não consegue mais se desprender e descansar da situação está sobrecarregando seu sistema. 
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Não tenha dúvida, ele, seu sistema psicológico (físico e mental) vai reclamar. 
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Fisicamente, vem dores, cansaço, disfunções gastrointestinais e por aí vai. Mentalmente, pode ter confusões, esquecimentos, pensamentos acelerados. 
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Psicologicamente isto vai interferir em suas atitudes podendo deixar de serem assertivas. 
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Isto é uma bola de neve (até que seja legal neste calor) 
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Ok! Se acalme. Isto não é culpa mas você pode assumir a responsabilidade é se previnir. Vai ficar tudo bem se estiver no leme de seu estado mental, sem se perder. 

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Ou seja, é em primeiro lugar é fundamental a auto percepção para que possa se regular mantendo energia suficiente para realizar (tomar atitudes) e relaxamento necessário para descansar seu sistema gerando assim qualidade em suas ações. 
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Quero te provocar a perceber que o que acontece com você é bem importante mas o mais importante mesmo é o que faz com isto. 
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A maneira como você lida com os fatos dita seu nível de maturidade, resiliência e de saúde. 
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Agora, mais importante ainda é que você possa perceber como lidar com os fatos, principalmente os frustrantes. Assim pode fazer escolhas e tomar decisões com segurança e aprendizado evitando ficar preso em estados de estresse, que podem levar a diagnósticos de ansiedade e depressão que não acontecem em setembro mas durante uma vida de desregramento. 
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O setembro amarelo é abençoado por nos dar a oportunidade de refletir sobre nossa condição mental e valoriza -la tal qual valorizamos nossa saúde bucal, hormonal, ginecológica é demais... 
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Cuide de você como prevenção. Ah! E se vir alguém nestas condições alerte para que se cuide. E se tiver alguém que já está adiantado demais neste processo solidarize-se e não julgue. 
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#posadmfgv #carreira #resiliência #maturidade #vidaprofissional #setembroamarelo #depressao #ansiedade #estresse #saudeATITUDES

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

ANSIEDADE É COMO UMA MANGUEIRA FURADA

Será que a gente precisa adoecer para perceber a necessidade de se cuidar? 
Será que é preciso chegar ao ponto de ter que afastar-se do trabalho para começar a se preocupar com sua saúde mental, emocional e física? Será necessário ficar incompetente para buscar competências pessoais. Será que é preciso esperar chegar num burnout (síndrome de disfunções mentais emocionais e físicas oriundas de esgotamento)? 

Qual o seu limite? 


Todas estas perguntas deveriam ser respondidas com um sonoro não. E todos concordam que poderia ser feito algo antes. Mas por que não fazemos? 

Só me ocorre que deve ser por que só conhecemos a doença manifestadas em suas formas monstros de ansiedade, depressão oi outras depois que já estão instaladas. Não vemos os sinais pois estamos cegos pelos paradigmas de sucesso e resultados a partir da compulsão pela performance. 

Somos viciados em estresse. 8 em
Cada dez pessoas que chegam em meu espaco de atendimento vem por que não dão mais conta de sua vida como está e as origens de seus males parecem estar no trabalho. 

Ok. Os ambientes trabalho tóxicos adoecem mesmo mas não podemos terceirizar está culpa. 

Assumir que sua saúde depende de você te empodera para fazer ambientes profissionais melhores e eles são doentes por que são feitos por nós mesmos que já chegamos lá cheios de expectativas “compradas” em um mundo de superficialidade e performance. 

É urgente que cada um de nós tomemos a consciência de nossa própria responsabilidade de manejar nossos estados de espírito para lidar melhor com a dura realidade que nos assola. A isto o mundo moderno chama resiliência. 

Por mais que eu tenha está consciência hoje, também fui alguém que só buscou quando o leite estava derramado o que me autoriza agora dizer que é possível fazer algo antes. Eu me sentia como uma mangueira de jardim cheia de furos por onde perdia energia e foco chegando ao destino impotente. 


Eu queria ter tido alguém que me convencesse disso naquele tempo assim como tento convencer vocês agora.

Fazer algo pela sua saúde é um dos (senão o único) caminhos para uma realização mais plena, mais íntima e não é gasto. É investimento. 

Diante da menor crise, por menor que seja estamos sujeitos a cair em níveis de estresse que vai se agravando, tornando-se um monstro, gerando os estados de ansiedade que por sua vez evoluem para depressão e outras anomalias físicas. 

A ansiedade é um estado de alerta, quando a pessoa se ocupa de ideias e ou situações que estao além de seu controle. No início é uma preocupação apenas. Relacionada a medos e antecipações. Quando vai ficando recorrente o indivíduo vai perdendo a noção de presença.  

São sintomas angustiantes que vão de leves dores de cabeça a dificuldades respiratórias podendo evoluir para situações de pânico. 

EStados avançados de ansiedade é como uma mangueira furada. Muita agua que saí para todo lado e o que chega no destino é um filete fraco, que nao consegue atingir o alvo. 

Nesta metáfora, entenda que a água é sua energia que está sendo desperdiçada.  O alvo são os resultados que quer atingir. 

Veja se pode por em prática algumas destas alternativas abaixo para controlar sua ansiedade e “consertar” a mangueira. 

- Reconheça que pode estar sofrendo de ansiedade. Vença o tabu referente as questões relacionadas à saúde mental 

- Procure ajuda. Vá ao psicólogo ou ao psiquiatra. Estes profissionais estão preparados para te ajudar prontamente. 

- Considere mudar de vida, de emprego, de parceiro, de problemas.  

- Invista em exercícios físicos, lazer e psicoterapia. 

Já para evitar que sua mangueira se fure, volte-se para você mesmo. Faça coisas que gosta, tire tempo para você, procure por atividades com menos ritmo, descanse, faça exercício físico, encare novas aventuras, fique com as pessoas que ama e sobretudo, faça terapia.



Glaucia Ribeiro 

#ansiedade #carreiraetrabalho #trabalho 

domingo, 28 de julho de 2019

QUAL SEU JEITO DE LIDERAR?



Em meu programa de mentoria de carreira utilizo a metodologia DISC para dar o startna etapa de autoconsciência. Esta ferramenta oferece  informações sobre estilo de liderança e apresenta ainda uma pesquisa sobre estilos comportamentais mais presentes nos profissionais brasileiros que compartilho aqui com vocês, resumidamente: 
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  • 9% da população de trabalhadores brasileiros têm estilo de comportamento dominante. Ou seja, são pessoas mais objetivas, diretas e arriscadoras. 
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  • 46,29% respondem aos seus desafios com comporamentos mais sociais, o que quer dizer que valorizam as opiniões do grupo a que pertence se comportando de forma a serem reconhecidos em suas ações. 
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  • 29,10% das pessoas tendem a uma postura mais complacente, afável e apoiadora em seus ambientes de trabalho. 
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  • 15,62% das pessoas estão mais preocupadas com regras e normas, comportando-se de maneira mais formal e regular em seu meio de trabalho. 
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Parece que realmente somos um povo muito mais voltado para relações, comunicações e sociabilidade.
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Mas o mais importante é que levamos para nosso trabalho este “jeito de funcionar” que por sua vez dará o tom da nossa liderança. 
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Não existe o certo nem errado nem o ideal. Existe o “jeitão de ser” de cada um. Descubra o seu e use o a seu favor.
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#liderança #estilo #comunicação #disc #metodologiadisc #carreira #desenvolvimento #autoconhecimento 



segunda-feira, 15 de julho de 2019

ÉTICA OU SUCESSO? Pode ser os dois?


Como o tema deste mês é liderança, quero falar de ética e resolvi abordar um assunto espinhoso. 

O que você é capaz de fazer em nome de ganhar a competição? O que é capaz de fazer para manter sua imagem? O que é capaz de fazer para vender uma ideia?   Vale lembrar e enfatizar: se algo não é genuíno não se sustenta. 

Ética é comportamento e é ética quando está alinhado com os propósitos que defende. Um presidiário tem sua ética e está ok para ele. Mas o que dizer de quem deseja se posicionar positivamente como líder, como psicólogo, como pai ou mãe? A ética sempre vai falar mais alto. 

Metirinhas e mentironas causam o mesmo estrago numa reputação. Tenho um exemplo próximo: 

Uma pessoa que sempre admirei na vida privada vem crescendo muito na vida profissional com seus textos bem posicionados e uma "boa" campanha de mkt pessoal. 

Eu achava que os textos eram bons e elogiei várias vezes mas, sempre os achei um pouco incompatíveis com a vivência da pessoa. Dito e feito, joguei no aplicativo de plágio. Cópia fiel de outros autores. Conclusão, parei de admirar, e de indicar clientes. 

Quem cola na prova, quem faz plágio, quem trafica influência, quem fura a fila do teatro... e por aí vai, está mostrando sua concepção de mundo e na minha opinião perde credibilidade na primeira descoberta. 

Em nossa cultura às vezes perdemos a noção e podemos fazer coisas que todo mundo faz mas o aprendizado e a evolução diários permitem a revisão de atitudes. 

Eu sei, o texto é conservador e de fato não tenho direito de julgar ou condenar ninguém mas aprendi muito cedo que o exemplo que damos grita alto quando nos relacionamentos e impactam diretamente na admiração no respeito. 

Devo olhar para minha própria conduta mas, nenhum de nós está livre do julgamento. Então se o foco for viver bem em sociedade e mais, obter compromisso e engajamento de outras pessoas, precisamos antes de tudo, alinhar nossas ações ao que comunicamos ao mundo. 

Respondendo a pergunta inicial: sucesso é só uma palavra da moda. Muitos acham que estão tendo sucesso mas estão mesmo tirando vantagem em cima da boa fé de outros é isto não se sustenta no tempo e não resiste às provas da competência. Ética, no sentido que proponho, de uma atuação positiva no mundo em que se vive é absolutamente compatível com sucesso. 

É bom revisar. 


#etica #valores #liderança  #carreira 

sábado, 13 de julho de 2019

COMO MANTER UMA LIDERANÇA FORTE


Nos últimos 7 anos acumulei mais de  3 mil horas de atendimento individual. As questões são as mais variadas. Vão de dificuldades em se relacionar à angústias no exercício da liderança e é sobre desenvolvimento desta que quero falar neste post. 

Com o que vi e vivi aprendi que a liderança vai acontecer de qualquer forma, ainda que ineficaz e que a eficácia será maior quanto mais você conseguir  sustentar suas forças que chamo de pilares de liderança. 

PILARES DA LIDERANÇA

  • Autoconsciência que está um pouco além de autoconhecimento. Consiste no seu “modus operandis”. Como você funciona e como pode ser feliz sendo como é;
  • Formação continuada que pressupõe a busca  de informações e conhecimentos em tempo real. Aprendendo e usando o que se aprende;
  • Empreendedorismo (que muitos confundem com “ser empresário” e que de alguma forma o é pois você é uma sociedade Ltda que deve dar lucro.) Empreendedorismo é sobre atuar engajado. Sobre querer muito a ponto de agir para alcançar o que deseja;
  • Visão ampliada e flexível para compreender as diversidades e adversidades, perceber oportunidades e antever o futuro. O famoso mindset.
O SEGREDO é que quanto mais você fortalecer estas "pernas" maiores as suas capacidades de conduzir grupos, pessoas e times para alcance de estados /resultados planejados. 

Dicas para  ganhar "pernas" fortes:
  • Invista em autoconhecimento. Você pode fazer sozinho mas será muito mais assertivo se procurar um profissional especializado e confiável 
  • Busque formação. Não qualquer uma mas uma que aumente seu capital intelectual e que seja sinérgica com suas possibilidades e inclinações. 
  • Monte planos, gerencie tempo, organize ideias 
  • Cuide de sua saúde física, mental, afetiva e emocional.
Sucesso! 

#liderança #mindset #mentoriadecarreira #carreira #resiliencia #visão #esucaçao

quinta-feira, 11 de julho de 2019

A LIDERANÇA E AS METAS

Cada vez mais aumenta a pressão por resultado nos ambientes de trabalho. Empresas precisam se garantir no mercado, gerar resultados financeiros, atingir margens mais vantajosas e abocanhar maior fatia de consumidores. Dentro de seus muros (concretos ou virtuais) colaboradores submetem-se a pressão para cumprir com estas metas, enfrentando não só a concorrência do mercado mas também a concorrência interna, dependendo do ambiente de trabalho. 

A concorrência pode ser benéfica para economia gerando maiores possibilidades de escolha aos consumidores. Mas o efeito da competitividade nas pessoas, ah, este não tem limites! Pode ser bastante motivador, gerando energia e movimentação adicional para novas conquistas e para superação pessoal e profissional, trazendo resultados positivos para a organização. Por outro lado, em contexto mal administrado, pode ser bastante devastador prejudicando relacionamento, desgastando a imagem da empresa, o papel do líder e gerando desmotivação. 

Junte-se a isto a evolução da tecnologia com processos cada vez mais exigentes em qualidade e em velocidade de retorno. Certamente a tecnologia tem a função ou talvez consequência de provocar a pressão nesta modernidade veloz e voraz. Porém se o avanço da tecnologia é inegável para o desenvolvimento da humanidade, e o que dirá das empresas? Assim como aumenta a pressão também trás em si as possibilidades de novas formas de ver e viver a realidade. Aí mora o desafio dos gestores modernos. Precisam lidar com este cenário respeitando a diversidade humana e cultural da empresa. 

As empresas têm como objetivo o lucro e esse objetivo geralmente tem um prazo para ser alcançado. É necessário habilidade para distribuir metas, gerenciar desempenho e principalmente otimizar os talentos dos colaboradores para que se estabeleça o equilíbrio entre desafio e pressão.

A distribuição das metas deve ser feita com critério e sabedoria. A aderência dos colaboradores às metas vai depender muito da política de gestão e do estilo de liderança do gestor responsável. É possível traçar perfis de comportamento diante da pressão por metas e até mesmo prever o comportamento da equipe o que facilita bastante a otimização dos potenciais/talentos da equipe. Pessoas de perfil mais comercial, sociáveis e energéticos tendem a ter uma resposta melhor que aqueles com perfil mais rígido de controles. O gestor deve ter habilidade em identificar os perfis e como cada pessoa se motiva para que possa exercer as intervenções mais assertivas. É preciso manejar ações que atinjam individualmente a todos. Isto deve ser observado com cuidado tanto no momento de montar uma equipe como na fase de gerenciá-la (atribuir e acompanhar desempenho).

O equilíbrio entre pressão e desafio pode dar a medida certa dos resultados enquanto que se esta equação for mal conduzida, a pressão pode chegar ao extremo de provocar estresse alto, desmotivação e até mesmo doenças psicossomáticas. O mais comum é o prejuízo para o clima organizacional que fica hostil, descredibilizando a organização e funcionando ao inverso, reduzindo produtividade, gerando tour over e prejuízos. 

Os líderes precisam ter senso de justiça ao atribuir, distribuir metas e cobrar resultado de maneira equalizada, baseadas na realidade. Que as metas sejam exequíveis, que promovam competitividade mas que também promovam cooperação. Que sejam claras, honestas e que gerem vantagens a todos os envolvidos nos resultados. Incentivar, reconhecer social e financeiramente faz muita diferença para qualquer um de nós seguirmos adiante portanto esta é uma excelente estratégia para manter um bom clima de trabalho. O resto é reconhecer a diversidade cultural, ser coerente/vivenciar os valores organizacionais em suas ações e comandos, conduzindo aprendizado e autonomia da equipe pelo próprio exemplo.#grpsicologiaedesenvolvimento

Glaucia Ribeiro

NÃO SEJA PEGO DE CALÇAS CURTAS

Não se deixe ser pego  de calças curtas. Prepare se para as novas relações de trabalho. Se antes ter várias frentes de trabalho, mudar de carreira ou mesmo ter mais de uma era visto como falta de foco agora é percebido como multifocal. 
As relações de trabalho mudaram gente! Para quem está pronto para os novos tempos está sendo uma experiência rica e feliz navegando em céu de brigadeiro. 

A questão é que ninguém nasceu para ser uma coisa só a vida inteira. Não é preciso apegar-se com unhas e dentes à profissão que escolheu em sua adolescência. 

Na prática, tenho atendido muitos executivos que estão se reinventando. Alguns vão para o empreendedorismo sim e entendamos que empreendedorismo não é ser dono de  empresa mas dispor ao mercado seu talento para quem quer e pode pagar independente da forma contratação que hoje são as mais variadas. 

Outros vem transformando hobbies em atividades remuneradas e isto é também uma forma de emprego bem diferente do que fomos educados.

Com a era da conectividade, automação e virtualização das relações muitos postos de trabalho serão extintos. Mas sem pessimismo, muitos outros serão criados. Penso que serviços de cuidados com as pessoas serão tão valiosos quanto capacidade de manusear alta tecnologia. 

O tempo da valorização do workaholic está passando rápido e deixando um bom rastro de destruição expresso em transtornos de ansiedade, burnout, depressão e outras disfunções emocionais e fisiológicas que pesam nos bolsos de instituições e de pessoas mas também deixa muita transformação coroada por maior flexibilidade, liberdade e identidade para indivíduos resilientes.



Agora é tempo de transição, muitos executivos que atendo estão tendo que mudar sua forma de pensar a própria produtividade. É tempo de olhar para si, deixar de vender seu tempo para vender sua competência. Se você ainda não chegou ao ponto de ser pego de surpresa e obrigado a mudar, mude antes sua visão sobre sua empregabilidade. 

Glaucia Ribeiro 
Psicóloga 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

GERENCIAR X LIDERAR

Em meu exercício tenho a oportunidade de trabalhar com líderes em todos os níveis das organizações e muitos trazem -me as angústias em cumprir com o requisito de liderança onde se toma liderança como característica pessoal. Diz o senso comum que é alguém forte, que não "dá colher de chá", focado no resultado e outras coisas muito mais sobre seu jeito de ser do que sobre suas entregas. Precisamos desconstruir este conceito de liderança. Todos temos liderança se considerarmos capacidade de gerar resultados a partir de planejamento, visão e ferramentas e o próprio "jeitinho" particular de fazer as coisas. Os problemas de entrega na maioria das vezes estão relacionados muito mais a questões de gestão, aplicação de ferramentas e bem menos às características pessoais da pessoa.
Precisamos "despsicologizar" o exercício da gestão e da liderança.

Liderança é uma característica de cada um que varia em sua forma de expressão mas estará sempre presente como condição. Então não permita que te digam que não tem liderança. TODOS TEMOS.

Gerenciar é o exercício de uma função, independente das características de liderança que pressupõe aplicação de métodos, políticas e estratégias.

Como a pessoa exerce a liderança é um adjetivo que indica a forma como ela faz. Por exemplo: liderança técnica, liderança negocial, liderança por processos, por resultados, por tarefas. A eficácia da liderança vai depender do alinhamento do estilo pessoal com as diretrizes do contexto.

Eu sugiro que cada um descubra sua forma e se aproprie disso com consciência. Assim poderá escolher onde, quando quer atuar e que tipo de formação, recursos precisa para potencializar sua liderança.

Para completar, deixo aqui um vídeo do TED que uso na Formação de Liderança Executiva de meus alunos da Pós. É um vídeo bem motivador no sentido de encorajar todos nós para a percepção da própria importância como líder.


#liderança #autoconhecimento #poder #gestão #vidaexecutiva

quinta-feira, 4 de julho de 2019

TIMIDEZ – COMO SUPERAR E SE SOBRESSAIR?


Mas o que é a timidez? Em geral a timidez está relacionada à auto exigência, à necessidade de ser aceito, de estar certo ou fazer tudo certo. Pode ser incapacitante, mas também pode se apresentar de forma leve em algumas circunstâncias. 

Como ou quando a timidez trava nossa capacidade de realização? Em alguns casos a timidez gera pânico como por exemplo quando temos que dar uma opinião em público, expor alguma ideia em uma reunião ou participar de uma entrevista. Vou deixar um exercício, no final do texto, que utilizo  para este momentos mas que não substituem uma análise e /ou terapêutica mais aprofundada. 

Quando não reconhecemos o que realmente está por trás deste "jeito de ser". Quando ainda não sabemos que a timidez é apenas uma reação de auto proteção. Por trás da timidez pode existir questões traumáticas ou simplesmente culturais. Nada que uma boa investigação e um intervenção bem feita não possa ajudar. 

E mais, ninguém é obrigado a ser extrovertido mas entender o que te faz ser tímido pode ser a chave para superar isto e ter uma vida mais leve diante de seus desafios pessoais e ou profissionais. Não estou aqui para condenar uma pessoa tímida e nem dizer que não tenha o direito de se-la. Quero apenas mostrar que não é o fim do mundo e que é possível superá-la na medida em que forem necessárias posturas mais assertivas na vida. Uma pessoa tímida não deve estar sujeita a condenação do ostracismo. 

Ainda que nossa cultura conceba a liderança como um conjunto de características pessoais que o indivíduo tem dentre elas: objetividade, assertividade, influência e outros atributos, na minha opinião (Você pode discordar e está tudo bem) esta é uma visão antiquada. Numa abordagem mais profunda e com base em autoconsciência, todas a pessoas são tão capazes de desenvolver entregas à sua maneira, sem esforço extra.

A redenção é que todos, sem exceção temos em nós o potencial de espontaneidade coerentes com a necessidade de sobrevivência no mundo, que nos possibilita exercer autoridade usando as próprias características. É necessário para isto o reconhecimento em si mesmo de seus valores talentos pessoais. E creia, quando você perceber estes valores será capaz de impô-los ao mundo sem esforço.

Em meu trabalho utilizo abordagens que possam aumentar o nível de energia e ação da pessoa, levando-a para uma visão mais positiva de sua essência o que lhe facilita expressar-se sem medos de represálias ou não aceitação.

3 PASSOS PARA LIDAR COM A TIMIDEZ EM MOMENTOS DE NECESSIDADE

Como medida de última hora às vezes tenho que ajudar alguns clientes a lidar com entrevistas, apresentações ou exposições profissionais. Uso um exercício que compartilho abaixo para momentos em que é necessária uma participação mais assertiva.

1. Coloque-se em situação de grounding. Ground significa aterramento. Ponha atenção em seus pés no chão. Se estiver sentado, perceba também seu bumbum na cadeira. .

2. Respire. Mesmo que pareça difícil num primeiro momento. Experimente tomar o ar pelo nariz o mais lentamente q puder e levá-lo até seu abdômen como se estivesse enchendo um balão. Segure por alguns segundos e solte lentamente pela boca entreaberta. Dá para fazer isto em público sem que as pessoas percebam. .

Faça pelo menos umas seis respirações assim. Isto vai acalmar o cérebro.

3. Ao se expressar, fale na primeira pessoa. Ainda q seja uma situação formal, pode dizer primeiro como se sente em estar ali e depois dizer as coisas que pensa. Colocar o sente gera empatia e humanidade e isto faz o ambiente mais seguro para qualquer humano.

Este exercício pode ser feito em qualquer situação para ir treinando. Respirar bem ajuda oxigenar o cérebro e isto coloca você em contato com você mesmo.

ATENÇÃO: Este exercício não substitui tratamentos psicológicos e não garante cura. É apenas um exercício de última hora. 

#timidez #liderança #carreira #superação

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Chegar onde cheguei - SEM ATALHOS!

Algumas pessoas têm me perguntado qual o meu trabalho. Então fiz textão, mas não se sinta obrigado a ler. Só quero dizer mesmo o que faço aqui e para mim teria que ser a partir do "como" pois não fiz atalhos que me definam.

Em 1996, realizei meu primeiro trabalho formal de orientação profissional. Chamava se JAF - Jovem Administrando seu Futuro. Ainda tinha meu status de estagiária, que é alguém que em tese pode errar. Na época, não tínhamos ferramentas fora da psicologia para mapeamento de talentos. Então, eu usava testes psicológicos. Criei uma bateria para ver liderança, empreendedorismo, planejamento relacionamentos interpessoais. Ainda era estagiária e minha supervisora me corrigia e validava. Foi um tempo de muito aprendizado. Meus processos de seleção eram bem assertivos em perfil pois eu enviava pessoas que realmente queriam aquele trabalho por identificação. Assim foi que cresci em gestão de pessoas, ocupando posições de liderança em serviços de rh sempre com foco no desenvolvimento.as até então o que tinha vivenciado mesmo era uma situação concreta de filas e filas de pessoas em processos seletivos buscando oportunidades. Tudo acontecia presencialmente e eu atendia cerca de 60 pessoas por dia que vinham trazer seus currículos. Foi aí, de fato, onde tudo começou.  Comecei a organizar estas pessoas em grupos e ensinava como fazer currículo, como escolher o que queriam fazer de verdade e a selecionarem o trabalho por identificação e não só por necessidade. Este trabalho espontâneo foi crescendo e com ele nasceu o JAF.


Bem mais tarde desenvolvi um método de atendimento na empresa em que trabalhava chamado Executive Assessment, semelhante ao processo de coaching que temos hoje. Era um trabalho voltado para assessoria de carreira de executivos. Meu primeiro cliente, Leonardo (ele me autoriza citá-lo) ainda desfruta hoje deste trabalho. Mas ainda precisava de ferramentas. Sempre estudando fui uma das primeiras pessoas a obter um certificado internacional em coaching na minha região. O que me movia? Uma vontade enorme de ajudar meus candidatos/clientes a terem esperanças e enxergarem alternativas de realização em seu trabalho.

Por fim, em 2012 fiz as pazes com o exercício clínico da psicologia e então mais estudos. Neste tempo já focado em minha própria necessidade de evolução fui desenvolvendo uma abordagem mais sustentável, que ajuda o cliente a andar sozinho já que vai na raiz das questões mais profundas de essência. Comecei então a inserir elementos da clínica no processo de gestão de carreira entendendo que a força de produtividade profissional é a mesma força da vida amorosa e da curiosidade intelectual.

Hoje trabalho com e para as pessoas mais do que para as empresas. Eu coloco minhas competências a serviço de meus clientes, seja com que nome for, mentoria, terapia, coaching, assessoria... O que for necessário e que estiver coerente com meus princípios. As ferramentas, os métodos, são construídos em conjunto e o que é importante é o resultado: pessoas mais saudáveis com mais saúde geral, mais satisfeitas.

Cuido de ajudar pessoas a estabelecerem conexão entre o que sentem, pensam e fazem nos variados âmbitos de suas vidas. Tenho meu próprio espaço de trabalho, onde atendo individualmente, presencial ou online e ainda ocupo uma função muito gratificante na Educon FGV Goiás como coordenadora do Núcleo de Carreira.

Na prática, faço mentoria em gestão de carreira tanto numa perspectiva mais pontual quanto em uma perspectiva mais prolongada. Atuo desde um mapa de competências comportamentais até um programa mais completo de transição de carreira. Trabalho com manejo de estresse, conflitos pessoais e interpessoais, ansiedade, depressão. Atendo adultos e adultos jovens.

Glaucia Ribeiro
@ribeiroglaucia.parreira

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A RELAÇÕES DE TRABALHO

Não se deixe ser pego  de calças curtas. Prepare se para as novas relações de trabalho. Se antes ter várias frentes de trabalho, mudar de carreira ou mesmo ter mais de uma era visto como falta de foco agora é percebido como multifocal. 
As relações de trabalho mudaram gente! Para quem está pronto para os novos tempos está sendo uma experiência rica e feliz navegando em céu de brigadeiro. 

A questão é que ninguém nasceu para ser uma coisa só a vida inteira. Não é preciso apegar-se com unhas e dentes à profissão que escolheu em sua adolescência. 

Na prática, tenho atendido muitos executivos que estão se reinventando. Alguns vão para o empreendedorismo sim e entendamos que empreendedorismo não é ser dono de  empresa mas dispor ao mercado seu talento para quem quer e pode pagar independente da forma contratação que hoje são as mais variadas. 

Outros vem transformando hobbies em atividades remuneradas e isto é também uma forma de emprego bem diferente do que fomos educados.

Com a era da conectividade, automação e virtualização das relações muitos postos de trabalho serão extintos. Mas sem pessimismo, muitos outros serão criados. Penso que serviços de cuidados com as pessoas serão tão valiosos quanto capacidade de manusear alta tecnologia. 

O tempo da valorização do workaholic está passando rápido e deixando um bom rastro de destruição expresso em transtornos de ansiedade, burnout, depressão e outras disfunções emocionais e fisiológicas que pesam nos bolsos de instituições e de pessoas mas também deixa muita transformação coroada por maior flexibilidade, liberdade e identidade para indivíduos resilientes.


Agora é tempo de transição, muitos executivos que atendo estão tendo que mudar sua forma de pensar a própria produtividade. É tempo de olhar para si, deixar de vender seu tempo para vender sua competência. Se você ainda não chegou ao ponto de ser pego de surpresa e obrigado a mudar, mude antes sua visão sobre sua empregabilidade. 

Glaucia Ribeiro 
Psicóloga 

sexta-feira, 22 de março de 2019

TRABALHAMOS ENQUANTO VIVEMOS




Existe um dia para celebrarmos e é hoje: 20 de março. 
A felicidade é algo que esperamos acontecer no futuro? Muitos de nós, vivemos a felicidade como se fosse a consequência dos sacrifícios. Será?
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Tenho uma história pessoal interessante contada pela minha mãe: segundo ela eu, bem pequenina, ao ser perguntada que roupa queria vestir dizia: “deixa a roupa nova para passear, mamãe.” De alguma maneira já tinha aprendido que roupa nova deveria ficar guardada para ocasião especial e no fim perdia a roupa por não servir mais. Hoje já posso aproveitar minhas roupas novas pois pude e tive que reaprender a viver o presente. Foi uma longa jornada me livrar da célebre frase dita por meu pai: “dias melhores virão”. .
Um exemplo atual é que ainda hoje, comumente, vemos pais que guardam os brinquedos dos filhos para não estragar. Estamos gerando crenças de que o direito a ser feliz está no futuro? Sim, estamos e também gerando ansiedade. .
A felicidade é para se beber em gotas de prazer (apesar das dores) enquanto trabalhamos, enquanto aceitamos novos desafios, enquanto jantamos em família, enquanto dançamos, corremos, estudamos. .
Para viver isto é imprescindível nos prepararmos para percebê-la, recebê-la, A SENHORA FELICIDADE, a partir de um EU maduro e forte. Isto ocorre quando descobrimos nosso lugar no mundo, nossa essência, nossas verdadeiras inclinações. Naturalmente vamos retomando o caminho para a natureza de ser feliz. Pense nisto e avalie se concorda comigo. Se concordar, acorde. Vá atrás da sua felicidade. Vá atrás do seu EU. TRABALHAMOS ENQUANTO VIVEMOS.
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#psicologia #carreiraetrabalho#saúdeetrabalho #burnout #estresse#ansiedade #depressao #assediomoral#liderança #resultados #performance#meritocracia #desempenho #felicidade#20demarço #diainternacionaldafelicidade#onu