domingo, 28 de julho de 2019

QUAL SEU JEITO DE LIDERAR?



Em meu programa de mentoria de carreira utilizo a metodologia DISC para dar o startna etapa de autoconsciência. Esta ferramenta oferece  informações sobre estilo de liderança e apresenta ainda uma pesquisa sobre estilos comportamentais mais presentes nos profissionais brasileiros que compartilho aqui com vocês, resumidamente: 
.
  • 9% da população de trabalhadores brasileiros têm estilo de comportamento dominante. Ou seja, são pessoas mais objetivas, diretas e arriscadoras. 
.
  • 46,29% respondem aos seus desafios com comporamentos mais sociais, o que quer dizer que valorizam as opiniões do grupo a que pertence se comportando de forma a serem reconhecidos em suas ações. 
.
  • 29,10% das pessoas tendem a uma postura mais complacente, afável e apoiadora em seus ambientes de trabalho. 
.
  • 15,62% das pessoas estão mais preocupadas com regras e normas, comportando-se de maneira mais formal e regular em seu meio de trabalho. 
.
Parece que realmente somos um povo muito mais voltado para relações, comunicações e sociabilidade.
.
Mas o mais importante é que levamos para nosso trabalho este “jeito de funcionar” que por sua vez dará o tom da nossa liderança. 
.
Não existe o certo nem errado nem o ideal. Existe o “jeitão de ser” de cada um. Descubra o seu e use o a seu favor.
.
#liderança #estilo #comunicação #disc #metodologiadisc #carreira #desenvolvimento #autoconhecimento 



segunda-feira, 15 de julho de 2019

ÉTICA OU SUCESSO? Pode ser os dois?


Como o tema deste mês é liderança, quero falar de ética e resolvi abordar um assunto espinhoso. 

O que você é capaz de fazer em nome de ganhar a competição? O que é capaz de fazer para manter sua imagem? O que é capaz de fazer para vender uma ideia?   Vale lembrar e enfatizar: se algo não é genuíno não se sustenta. 

Ética é comportamento e é ética quando está alinhado com os propósitos que defende. Um presidiário tem sua ética e está ok para ele. Mas o que dizer de quem deseja se posicionar positivamente como líder, como psicólogo, como pai ou mãe? A ética sempre vai falar mais alto. 

Metirinhas e mentironas causam o mesmo estrago numa reputação. Tenho um exemplo próximo: 

Uma pessoa que sempre admirei na vida privada vem crescendo muito na vida profissional com seus textos bem posicionados e uma "boa" campanha de mkt pessoal. 

Eu achava que os textos eram bons e elogiei várias vezes mas, sempre os achei um pouco incompatíveis com a vivência da pessoa. Dito e feito, joguei no aplicativo de plágio. Cópia fiel de outros autores. Conclusão, parei de admirar, e de indicar clientes. 

Quem cola na prova, quem faz plágio, quem trafica influência, quem fura a fila do teatro... e por aí vai, está mostrando sua concepção de mundo e na minha opinião perde credibilidade na primeira descoberta. 

Em nossa cultura às vezes perdemos a noção e podemos fazer coisas que todo mundo faz mas o aprendizado e a evolução diários permitem a revisão de atitudes. 

Eu sei, o texto é conservador e de fato não tenho direito de julgar ou condenar ninguém mas aprendi muito cedo que o exemplo que damos grita alto quando nos relacionamentos e impactam diretamente na admiração no respeito. 

Devo olhar para minha própria conduta mas, nenhum de nós está livre do julgamento. Então se o foco for viver bem em sociedade e mais, obter compromisso e engajamento de outras pessoas, precisamos antes de tudo, alinhar nossas ações ao que comunicamos ao mundo. 

Respondendo a pergunta inicial: sucesso é só uma palavra da moda. Muitos acham que estão tendo sucesso mas estão mesmo tirando vantagem em cima da boa fé de outros é isto não se sustenta no tempo e não resiste às provas da competência. Ética, no sentido que proponho, de uma atuação positiva no mundo em que se vive é absolutamente compatível com sucesso. 

É bom revisar. 


#etica #valores #liderança  #carreira 

sábado, 13 de julho de 2019

COMO MANTER UMA LIDERANÇA FORTE


Nos últimos 7 anos acumulei mais de  3 mil horas de atendimento individual. As questões são as mais variadas. Vão de dificuldades em se relacionar à angústias no exercício da liderança e é sobre desenvolvimento desta que quero falar neste post. 

Com o que vi e vivi aprendi que a liderança vai acontecer de qualquer forma, ainda que ineficaz e que a eficácia será maior quanto mais você conseguir  sustentar suas forças que chamo de pilares de liderança. 

PILARES DA LIDERANÇA

  • Autoconsciência que está um pouco além de autoconhecimento. Consiste no seu “modus operandis”. Como você funciona e como pode ser feliz sendo como é;
  • Formação continuada que pressupõe a busca  de informações e conhecimentos em tempo real. Aprendendo e usando o que se aprende;
  • Empreendedorismo (que muitos confundem com “ser empresário” e que de alguma forma o é pois você é uma sociedade Ltda que deve dar lucro.) Empreendedorismo é sobre atuar engajado. Sobre querer muito a ponto de agir para alcançar o que deseja;
  • Visão ampliada e flexível para compreender as diversidades e adversidades, perceber oportunidades e antever o futuro. O famoso mindset.
O SEGREDO é que quanto mais você fortalecer estas "pernas" maiores as suas capacidades de conduzir grupos, pessoas e times para alcance de estados /resultados planejados. 

Dicas para  ganhar "pernas" fortes:
  • Invista em autoconhecimento. Você pode fazer sozinho mas será muito mais assertivo se procurar um profissional especializado e confiável 
  • Busque formação. Não qualquer uma mas uma que aumente seu capital intelectual e que seja sinérgica com suas possibilidades e inclinações. 
  • Monte planos, gerencie tempo, organize ideias 
  • Cuide de sua saúde física, mental, afetiva e emocional.
Sucesso! 

#liderança #mindset #mentoriadecarreira #carreira #resiliencia #visão #esucaçao

quinta-feira, 11 de julho de 2019

A LIDERANÇA E AS METAS

Cada vez mais aumenta a pressão por resultado nos ambientes de trabalho. Empresas precisam se garantir no mercado, gerar resultados financeiros, atingir margens mais vantajosas e abocanhar maior fatia de consumidores. Dentro de seus muros (concretos ou virtuais) colaboradores submetem-se a pressão para cumprir com estas metas, enfrentando não só a concorrência do mercado mas também a concorrência interna, dependendo do ambiente de trabalho. 

A concorrência pode ser benéfica para economia gerando maiores possibilidades de escolha aos consumidores. Mas o efeito da competitividade nas pessoas, ah, este não tem limites! Pode ser bastante motivador, gerando energia e movimentação adicional para novas conquistas e para superação pessoal e profissional, trazendo resultados positivos para a organização. Por outro lado, em contexto mal administrado, pode ser bastante devastador prejudicando relacionamento, desgastando a imagem da empresa, o papel do líder e gerando desmotivação. 

Junte-se a isto a evolução da tecnologia com processos cada vez mais exigentes em qualidade e em velocidade de retorno. Certamente a tecnologia tem a função ou talvez consequência de provocar a pressão nesta modernidade veloz e voraz. Porém se o avanço da tecnologia é inegável para o desenvolvimento da humanidade, e o que dirá das empresas? Assim como aumenta a pressão também trás em si as possibilidades de novas formas de ver e viver a realidade. Aí mora o desafio dos gestores modernos. Precisam lidar com este cenário respeitando a diversidade humana e cultural da empresa. 

As empresas têm como objetivo o lucro e esse objetivo geralmente tem um prazo para ser alcançado. É necessário habilidade para distribuir metas, gerenciar desempenho e principalmente otimizar os talentos dos colaboradores para que se estabeleça o equilíbrio entre desafio e pressão.

A distribuição das metas deve ser feita com critério e sabedoria. A aderência dos colaboradores às metas vai depender muito da política de gestão e do estilo de liderança do gestor responsável. É possível traçar perfis de comportamento diante da pressão por metas e até mesmo prever o comportamento da equipe o que facilita bastante a otimização dos potenciais/talentos da equipe. Pessoas de perfil mais comercial, sociáveis e energéticos tendem a ter uma resposta melhor que aqueles com perfil mais rígido de controles. O gestor deve ter habilidade em identificar os perfis e como cada pessoa se motiva para que possa exercer as intervenções mais assertivas. É preciso manejar ações que atinjam individualmente a todos. Isto deve ser observado com cuidado tanto no momento de montar uma equipe como na fase de gerenciá-la (atribuir e acompanhar desempenho).

O equilíbrio entre pressão e desafio pode dar a medida certa dos resultados enquanto que se esta equação for mal conduzida, a pressão pode chegar ao extremo de provocar estresse alto, desmotivação e até mesmo doenças psicossomáticas. O mais comum é o prejuízo para o clima organizacional que fica hostil, descredibilizando a organização e funcionando ao inverso, reduzindo produtividade, gerando tour over e prejuízos. 

Os líderes precisam ter senso de justiça ao atribuir, distribuir metas e cobrar resultado de maneira equalizada, baseadas na realidade. Que as metas sejam exequíveis, que promovam competitividade mas que também promovam cooperação. Que sejam claras, honestas e que gerem vantagens a todos os envolvidos nos resultados. Incentivar, reconhecer social e financeiramente faz muita diferença para qualquer um de nós seguirmos adiante portanto esta é uma excelente estratégia para manter um bom clima de trabalho. O resto é reconhecer a diversidade cultural, ser coerente/vivenciar os valores organizacionais em suas ações e comandos, conduzindo aprendizado e autonomia da equipe pelo próprio exemplo.#grpsicologiaedesenvolvimento

Glaucia Ribeiro

NÃO SEJA PEGO DE CALÇAS CURTAS

Não se deixe ser pego  de calças curtas. Prepare se para as novas relações de trabalho. Se antes ter várias frentes de trabalho, mudar de carreira ou mesmo ter mais de uma era visto como falta de foco agora é percebido como multifocal. 
As relações de trabalho mudaram gente! Para quem está pronto para os novos tempos está sendo uma experiência rica e feliz navegando em céu de brigadeiro. 

A questão é que ninguém nasceu para ser uma coisa só a vida inteira. Não é preciso apegar-se com unhas e dentes à profissão que escolheu em sua adolescência. 

Na prática, tenho atendido muitos executivos que estão se reinventando. Alguns vão para o empreendedorismo sim e entendamos que empreendedorismo não é ser dono de  empresa mas dispor ao mercado seu talento para quem quer e pode pagar independente da forma contratação que hoje são as mais variadas. 

Outros vem transformando hobbies em atividades remuneradas e isto é também uma forma de emprego bem diferente do que fomos educados.

Com a era da conectividade, automação e virtualização das relações muitos postos de trabalho serão extintos. Mas sem pessimismo, muitos outros serão criados. Penso que serviços de cuidados com as pessoas serão tão valiosos quanto capacidade de manusear alta tecnologia. 

O tempo da valorização do workaholic está passando rápido e deixando um bom rastro de destruição expresso em transtornos de ansiedade, burnout, depressão e outras disfunções emocionais e fisiológicas que pesam nos bolsos de instituições e de pessoas mas também deixa muita transformação coroada por maior flexibilidade, liberdade e identidade para indivíduos resilientes.



Agora é tempo de transição, muitos executivos que atendo estão tendo que mudar sua forma de pensar a própria produtividade. É tempo de olhar para si, deixar de vender seu tempo para vender sua competência. Se você ainda não chegou ao ponto de ser pego de surpresa e obrigado a mudar, mude antes sua visão sobre sua empregabilidade. 

Glaucia Ribeiro 
Psicóloga 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

GERENCIAR X LIDERAR

Em meu exercício tenho a oportunidade de trabalhar com líderes em todos os níveis das organizações e muitos trazem -me as angústias em cumprir com o requisito de liderança onde se toma liderança como característica pessoal. Diz o senso comum que é alguém forte, que não "dá colher de chá", focado no resultado e outras coisas muito mais sobre seu jeito de ser do que sobre suas entregas. Precisamos desconstruir este conceito de liderança. Todos temos liderança se considerarmos capacidade de gerar resultados a partir de planejamento, visão e ferramentas e o próprio "jeitinho" particular de fazer as coisas. Os problemas de entrega na maioria das vezes estão relacionados muito mais a questões de gestão, aplicação de ferramentas e bem menos às características pessoais da pessoa.
Precisamos "despsicologizar" o exercício da gestão e da liderança.

Liderança é uma característica de cada um que varia em sua forma de expressão mas estará sempre presente como condição. Então não permita que te digam que não tem liderança. TODOS TEMOS.

Gerenciar é o exercício de uma função, independente das características de liderança que pressupõe aplicação de métodos, políticas e estratégias.

Como a pessoa exerce a liderança é um adjetivo que indica a forma como ela faz. Por exemplo: liderança técnica, liderança negocial, liderança por processos, por resultados, por tarefas. A eficácia da liderança vai depender do alinhamento do estilo pessoal com as diretrizes do contexto.

Eu sugiro que cada um descubra sua forma e se aproprie disso com consciência. Assim poderá escolher onde, quando quer atuar e que tipo de formação, recursos precisa para potencializar sua liderança.

Para completar, deixo aqui um vídeo do TED que uso na Formação de Liderança Executiva de meus alunos da Pós. É um vídeo bem motivador no sentido de encorajar todos nós para a percepção da própria importância como líder.


#liderança #autoconhecimento #poder #gestão #vidaexecutiva

quinta-feira, 4 de julho de 2019

TIMIDEZ – COMO SUPERAR E SE SOBRESSAIR?


Mas o que é a timidez? Em geral a timidez está relacionada à auto exigência, à necessidade de ser aceito, de estar certo ou fazer tudo certo. Pode ser incapacitante, mas também pode se apresentar de forma leve em algumas circunstâncias. 

Como ou quando a timidez trava nossa capacidade de realização? Em alguns casos a timidez gera pânico como por exemplo quando temos que dar uma opinião em público, expor alguma ideia em uma reunião ou participar de uma entrevista. Vou deixar um exercício, no final do texto, que utilizo  para este momentos mas que não substituem uma análise e /ou terapêutica mais aprofundada. 

Quando não reconhecemos o que realmente está por trás deste "jeito de ser". Quando ainda não sabemos que a timidez é apenas uma reação de auto proteção. Por trás da timidez pode existir questões traumáticas ou simplesmente culturais. Nada que uma boa investigação e um intervenção bem feita não possa ajudar. 

E mais, ninguém é obrigado a ser extrovertido mas entender o que te faz ser tímido pode ser a chave para superar isto e ter uma vida mais leve diante de seus desafios pessoais e ou profissionais. Não estou aqui para condenar uma pessoa tímida e nem dizer que não tenha o direito de se-la. Quero apenas mostrar que não é o fim do mundo e que é possível superá-la na medida em que forem necessárias posturas mais assertivas na vida. Uma pessoa tímida não deve estar sujeita a condenação do ostracismo. 

Ainda que nossa cultura conceba a liderança como um conjunto de características pessoais que o indivíduo tem dentre elas: objetividade, assertividade, influência e outros atributos, na minha opinião (Você pode discordar e está tudo bem) esta é uma visão antiquada. Numa abordagem mais profunda e com base em autoconsciência, todas a pessoas são tão capazes de desenvolver entregas à sua maneira, sem esforço extra.

A redenção é que todos, sem exceção temos em nós o potencial de espontaneidade coerentes com a necessidade de sobrevivência no mundo, que nos possibilita exercer autoridade usando as próprias características. É necessário para isto o reconhecimento em si mesmo de seus valores talentos pessoais. E creia, quando você perceber estes valores será capaz de impô-los ao mundo sem esforço.

Em meu trabalho utilizo abordagens que possam aumentar o nível de energia e ação da pessoa, levando-a para uma visão mais positiva de sua essência o que lhe facilita expressar-se sem medos de represálias ou não aceitação.

3 PASSOS PARA LIDAR COM A TIMIDEZ EM MOMENTOS DE NECESSIDADE

Como medida de última hora às vezes tenho que ajudar alguns clientes a lidar com entrevistas, apresentações ou exposições profissionais. Uso um exercício que compartilho abaixo para momentos em que é necessária uma participação mais assertiva.

1. Coloque-se em situação de grounding. Ground significa aterramento. Ponha atenção em seus pés no chão. Se estiver sentado, perceba também seu bumbum na cadeira. .

2. Respire. Mesmo que pareça difícil num primeiro momento. Experimente tomar o ar pelo nariz o mais lentamente q puder e levá-lo até seu abdômen como se estivesse enchendo um balão. Segure por alguns segundos e solte lentamente pela boca entreaberta. Dá para fazer isto em público sem que as pessoas percebam. .

Faça pelo menos umas seis respirações assim. Isto vai acalmar o cérebro.

3. Ao se expressar, fale na primeira pessoa. Ainda q seja uma situação formal, pode dizer primeiro como se sente em estar ali e depois dizer as coisas que pensa. Colocar o sente gera empatia e humanidade e isto faz o ambiente mais seguro para qualquer humano.

Este exercício pode ser feito em qualquer situação para ir treinando. Respirar bem ajuda oxigenar o cérebro e isto coloca você em contato com você mesmo.

ATENÇÃO: Este exercício não substitui tratamentos psicológicos e não garante cura. É apenas um exercício de última hora. 

#timidez #liderança #carreira #superação